Dispositivos & Hardware03/08/2026

Crise de chips faz preço de notebooks e SSDs disparar

Crise de chips faz preço de notebooks e SSDs disparar

Foto por Sergei Starostin no Pexels

Se você estava planejando renovar os computadores da sua empresa ou adquirir um novo notebook para a equipe, é bom se preparar para encarar estoques reduzidos e valores mais altos. A escassez global de chips de memória deixou de ser uma preocupação restrita às indústrias de ponta e passou a afetar diretamente os portáteis mais populares do mercado, impactando a disponibilidade até de modelos consagrados como a linha MacBook Air da Apple e diversos portáteis com Windows.

O boom da Inteligência Artificial engoliu a produção de memória

O grande motor por trás dessa crise não está no consumo comum de eletrônicos, mas na corrida desenfreada pela infraestrutura de Inteligência Artificial. Grandes empresas de tecnologia estão construindo centros de dados massivos para treinar modelos de linguagem e rodar serviços de IA. Esse tipo de operação exige uma quantidade gigantesca de memórias RAM de altíssimo desempenho e módulos de armazenamento SSD. Como resultado, as fabricantes de semicondutores redirecionaram sua produção e não conseguem suprir a demanda global.

O impacto financeiro nas peças é impressionante. Os custos de componentes essenciais, como pentes de memória e drives SSD, registraram aumentos que ultrapassaram a marca dos 200%. A Samsung, maior fornecedora desse mercado, alertou seus investidores de que o cenário de escassez crítica deve permanecer até pelo menos 2028, com projeções de alguns analistas se estendendo até o final da década. Embora a divisão de semicondutores dessas empresas esteja registrando lucros recordes, os custos de fabricação de smartphones e computadores dispararam.

Atrasos na entrega e adaptações no sistema operacional

Na prática, o consumidor e os empresários enfrentam um problema duplo: preços mais salgados e dificuldade de encontrar os produtos em estoque. Nos Estados Unidos, configurações do MacBook Air com maior quantidade de RAM chegam a ter prazos de entrega de duas a seis semanas. A crise também castiga marcas focadas em computadores modulares, como a Framework, e se espalha por modelos como Mac Studio e Mac mini.

A situação ficou tão delicada que até a Microsoft prometeu fazer ajustes profundos no Windows 11. A empresa assumiu o compromisso de reduzir o consumo de memória do sistema operacional para que ele funcione melhor em máquinas com apenas 8 GB de RAM. Trata-se de uma estratégia para evitar que computadores de entrada fiquem inviáveis para o público, já que incluir mais memória de fábrica se tornou um custo proibitivo no momento.

Como o seu pequeno negócio deve agir diante dessa crise?

Para quem gerencia um pequeno negócio, essa turbulência no mercado de hardware exige decisões estratégicas e planejamento. Em primeiro lugar, se a sua empresa precisa obrigatoriamente de novos computadores no curto prazo, adiar a compra pode significar pagar ainda mais caro nos próximos meses. No entanto, se as máquinas atuais ainda dão conta do recado, o melhor caminho é focar na manutenção preventiva e em otimizações para estender a vida útil do equipamento.

Além disso, o momento atual reforça a importância de direcionar as operações para a nuvem. Ao adotar sistemas acessíveis pelo navegador, plataformas web eficientes e sites bem otimizados, sua equipe deixa de depender de computadores locais superpotentes e com excesso de RAM. Investir em uma presença digital inteligente permite que sua empresa mantenha a alta produtividade sem precisar renovar a frota de notebooks durante esse período de preços inflacionados.

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